segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Domingo 21/10 - Corrida do Tejo








Mano a mano na Corrida do Tejo

Não é muito vulgar mas dois dos nossos elementos correram sempre juntos na edição deste ano da Corrida do Tejo, ao seu melhor nível e muito contribuíram para o 9º lugar colectivo obtido pelo G.D. Costa Brava. Horácio Alexandre e Carlos Correia obtiveram a 38ª e 39ª posições na meta, numa prova muito mediática, com o tempo real de 34 minutos e 03 segundos, para os 10 mil metros da prova.

Outro mano a mano foi disputado pelo Sporting e pelo Benfica. O sportinguista Rui Silva venceu a prova com o tempo real de 29 minutos e 04 segundos. Já a benfiquista e melhor triatleta da actualidade, a nível mundial, Vanessa Fernandes conquistou o ceptro no sector feminino, com o tempo real de 33m 29 segundos, obtendo a 29ª posição na meta, entre todos. Completaram a prova mais de 7 mil atletas.

A equipa classificava-se com cinco elementos. Depois dos dois magníficos completaram-na Júlio Marques, Leandro Ribeiro e, o já bem veterano e homem de inúmeras corridas, Carlos Adão. Não muito distantes ficaram Jorge Bandeira, Vitor Manso e o “velhinho” Carlos Faria, todos eles veteranos. Um pouco mais tarde chegaram o júnior João Correia e o seu pai Raúl Correia, num pelotão muito compacto. A equipa obteve 701 pontos e a 9ª posição entre as 80 classificadas.

Rui Silva venceu a 27ª Corrida do Tejo com 18 segundos de avanço sobre o espanhol Chema Martinez. Outro espanhol, Jesus España, foi terceiro batendo ao sprint Nelson Cruz, o cabo-verdiano que venceu a Corrida das Fogueiras deste ano. No sector feminino, depois de Vanessa Fernandes chegaram Sandra Teixeira e Inês Monteiro. Os três atletas masculinos e os três femininos, que estiveram no pódio desta prova, representaram a Nike International, entidade que organiza a prova em conjunto com a Câmara Municipal de Oeiras.

Foi pena mas não foi possível ter fotos de todos os nossos atletas na recta da meta. O operador não tinha a liberdade necessária para procurar o ângulo correcto e falhou. Umas vezes por culpa própria outras pela intervenção de terceiros.
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Para memória futura!
Foi com alguma surpresa que fomos interpelados nesta data pelo nosso amigo Romão José, o principal responsável pela organização da Volta à Peninsula, a última prova em que participámos e que este ano veio a adoptar o nome de Convívio Inter-Juntas. Lamentava-se que lhe tinham dito que o nosso blog criticava negativamente a organização da dita prova e que sendo ele responsável pela mesma, se sentia triste com a situação.
Para memória futura aqui fica a informação que tivemos o cuidado de realçar a negrito a expressão que inicia o parágrafo das criticas negativas. Começa assim para quem não reparou:
"Uma prova bem organizada na maioria dos aspectos..." . Por outro lado o mesmo parágrafo termina com a frase: " De louvar a prestação dos elementos que sinalizavam a prova e nos deram água."
Por último gostariamos de deixar um abraço a todos os Penichenses que como o Romão José continuam com as condições que existem a tentar levar a cabo iniciativas de promoção do desporto na nossa terra. O nosso blog e a equipa que lhe empresta o nome, existem também com a mesma missão e vamos continuar a realçar da forma mais justa, tudo o que vai acontecendo, no que ao atletismo e ao G.D. Costa Brava, diz respeito. Com a certeza que quando falamos em eventuais lacunas pretendemos contribuir para que no futuro os eventos melhorem.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Sesimbra e Peniche

Corrida de Sesimbra e 1º Convívio de Atletismo Inter-Juntas da Cidade de Peniche

Em dois Domingos seguidos vários elementos da nossa equipa estiveram envolvidos em duas provas com distâncias muito próximas dos 10 mil metros.

Primeiro Domingo
No passado dia 7 na Corrida de Sesimbra 2007, uma equipa desfalcada de vários dos seus elementos obteve o 11º lugar, entre as 49 classificadas. Cortaram a meta os nossos sete elementos inscritos e presentes na seguinte ordem: Carlos Correia, Júlio Marques, Francisco Santos, Carlos Adão, Jorge Bandeira, Carlos Faria e Vitor Manso. Contaram para a equipa os primeiros cinco classificados.

A bela Vila de Sesimbra esperava por nós com um tempo radioso, depois de uma madrugada muito atribulada, e com algumas núvens, em que houve quem adormecesse. Sol sempre, ou quase sempre, que junto ao mar convidava a um mergulho ainda antes da corrida. No final houve quem não resistisse e provasse o sabor das águas da Praia de Sesimbra. O vencedor foi Nelson Cruz, do Grupo Desportivo Unidos Caxienses, que também venceu a última edição da Corrida das Fogueiras e que teve que sprintar com o segundo classificado Hermano Ferreira do Maratona Clube do Portugal. Em femininos venceu Mónica Rosa, também do Maratona Clube do Portugal, seguida da nossa Madalena Carriço, que representou o CA Madeira.

O percurso ao longo da marginal de Sesimbra, com o trânsito cortado, é rápido com algumas subidas e respectivas descidas e uma ida ao molhe, que tem o farol por contornar. No saco uma medalha e uma t-shirt, além de uma garrafa de água.

Segundo Domingo
No dia 14 – o 1º Convívio de Atletismo Inter-Juntas da Cidade de Peniche organizado pela ADAP (Associação do Desporto Amador de Peniche) e pelas Juntas de Freguesia da Cidade.

Uma prova bem organizada na maioria dos aspectos, corrida numa manhã de sol não tão escaldante como a anterior corrida da ADAP. A rever apenas o posicionamento do abastecimento, que, pelo segundo ano consecutivo, estava colocado pouco depois do Km 3 e a questão dos escalões de veteranos. Em última análise a culpa da confusão e da entrega indevida ou trocada de alguns prémios deve ser imputada à organização, pela falta de rigor com que recebe as inscrições. De louvar a prestação dos elementos que sinalizavam a prova e nos deram água.

O GD Costa Brava teve quatro atletas nas primeiras 10 posições da meta e outros em destaque nos respectivos escalões. Depois de três atletas da Associação Recreativa de Toledo, Carlos Correia obteve a quarta posição da geral, logo seguido de Júlio Marques e Horácio Alexandre. Leandro Ribeiro chegou na nona posição da geral. A destacar ainda o terceiro lugar do júnior João Correia e os pódios de Carlos Faria e Jorge Bandeira, nos respectivos escalões.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O nosso projecto: Um embrião em crescimento.

Atingimos hoje um número histórico para o nosso blog. Não poderíamos deixar de fazer notar este acontecimento, não por se tratar de uma proeza, mas porque nos faz pensar o quanto já fizemos e o que poderemos vir a fazer.

São mil visitas que não servem de galão, mas responsabilizam quem, com mais ou menos dificuldade, vai tentando informar eventuais interessados, sobre as actividades que uma equipa de atletismo vai desenvolvendo.

Para todos os que nos visitaram, aqui fica o nosso obrigado por nos terem facultado algum do seu tempo. Para os que nos visitarem no futuro, fica a promessa de continuarmos e o pedido que não passem por cá sem deixar um comentário.

Para todos os nossos amigos aqui fica a afirmação que o Grupo Desportivo Costa Brava é hoje e será no futuro muito mais, do que era, quando no final do ano de 2006, escrevemos aqui as primeiras linhas.

Nesta mesma semana três dos nossos elementos, concluiram com aproveitamento, o Curso de Monitores de Atletismo. No final do referido curso, os formandos do Costa Brava apresentaram um pequeno esboço do que era e vai ser o nosso clube no futuro.

Aqui fica o nosso projecto: Um embrião em crescimento.



Reflexão e história da formação do Grupo Desportivo Costa Brava

Formar um clube requer sobretudo dedicação e trabalho.

O Grupo Desportivo Costa Brava foi criado há mais de 30 anos por um grupo de rapazes que gostava de jogar futebol. Hoje ainda nenhum fez 50 anos. Foi constituído como associação desportiva sem fins lucrativos em Março de 1989, abrangendo, desde então, a modalidade de atletismo. Além do futebol os rapazes gostavam de correr nas provas populares, em particular na Corrida das Fogueiras.

No final da década de 90 do século passado juntaram-se a nós alguns elementos que ficaram “orfãos” quando Peniche deixou de ter um clube federado na Associação Distrital de Atletismo de Leiria. Desde então e até ao corrente ano éramos um grupo de amigos organizado para correr em provas populares. Há pouco menos de um ano o futebol acabou no Costa Brava. O nosso desejo é que seja uma situação transitória.

Esta pequena associação de atletas registou algumas alterações na sua constituição, nos últimos anos, fortalecendo-se com elementos mais jovens e com boas potencialidades. Podemos referir que há dois anos nenhum dos três elementos, Carlos Reis, Leandro Ribeiro e Horácio Alexandre, que estão agora a frequentar o Curso de Monitores, fazia parte do Grupo. Para este reforço contribui a boa imagem que o Costa Brava foi dando, de forma muito natural, ao longo dos anos, pela complementaridade que existe entre os vários elementos. Aspecto reforçado com este Curso de Monitores.

No Verão de 2006 houve contactos a várias entidades da cidade de Peniche, por parte da ADAL, para a constituição de uma equipa federada que representasse o Concelho. Foram várias as reuniões, que envolveram entidades e individualidades de Peniche, mas até ao início do corrente ano não tinha acontecido nada. As vontades para federar uma equipa de Peniche surgiram então dentro do nosso Grupo e de Carlos Reis, que entretanto se juntou ao Costa Brava.

Esta acção foi facilitada porque a colectividade já estava constituída como associação desportiva sem fins lucrativos, o que veio libertar-nos de algumas questões burocráticas.

O processo de inscrição do Costa Brava na ADAL teve a primeira etapa numa reunião com o Director Técnico da ADAL, Carlos Carmino.

A segunda etapa é participação destes três nossos elementos no Curso de Formação de Monitores de Atletismo.

Em paralelo decorre um processo de procura de patrocínios entre entidades locais, distritais e nacionais, para participação no nosso projecto e possíveis parcerias.

É por demais evidente que o Costa Brava não pode ficar apenas pela estrutura humana e atlética actuais e tem que estar em consonância com a dinâmica da ADAL na formação e da descoberta de novos valores, com o atletismo jovem a predominar.

No final de Setembro tivemos uma reunião com o Vereador do Desporto da CMP, em que participou também o Director Técnico da ADAL. O nosso projecto foi apresentado de forma sumária, com a ajuda de Carlos Carmino, com os responsáveis da CMP a demonstrarem a disponibilidade para o apoiarem e, quem sabe, melhorarem as infra-estruturas que agora dispomos para treino. Entre as necessidades imediatas apresentadas estava uma sede, uma sala para reuniões, onde possamos ter a documentação e que nos permita ter um endereço que não seja particular.

Foi agendada uma reunião, para o corrente mês, que envolve a CMP, o Costa Brava e as Escolas, para estabelecer a melhor forma de trabalharmos em conjunto na formação de jovens atletas.

Está assim, para o médio e longo prazo, nos nossos planos trabalhar com as camadas jovens em articulação com outras entidades, nomeadamente as Escolas e a Câmara Municipal de Peniche.

O atletismo no Grupo Desportivo Costa Brava teve uma gestação de anos, mas nasceu apenas há poucos meses. Como bebé tem que ser alimentado e requer cuidados muito especiais, pois está longe de ser autónomo. Necessita de muita dedicação e trabalho, noites mal dormidas, para poder crescer e dar todos os passos, como todos os seres vivos, até se tornar adulto.

Pensamos começar os trabalhos com as camadas jovens o mais tardar no início de 2008, quando as Escolas já têm noção de possíveis talentos. Ficaremos assim em consonância com a ADAL, onde a formação e o atletismo jovem predominam. Para o efeito temos os três monitores em fase final de formação. Mas necessitamos estar muito bem organizados de forma a não haver quaisquer falhas no apoio aos jovens, porque todos nós temos as nossas actividades profissionais que são díspares e não contemplam o atletismo.

Outro projecto é a realização de um Grande Prémio, em Abril, Maio ou Junho, de acordo com o calendário da ADAL, que terá provas dos vários escalões e onde poderão participar alguns dos talentos então captados, que estejam nas disciplinas de meio fundo.

A única certeza que temos nestes dias é que vamos ter muitas dificuldades pela frente. Algo que só pode ser ultrapassado com trabalho, organização e dedicação.
Mas vai valer a pena pois a nossa alma não é pequena.


Planeamento da Época 2007/2008

Há vários aspectos associados ao planeamento da nova época da nossa equipa. O primeiro é que quase tudo é novidade para muitos de nós. É a nossa estreia como associado da ADAL, com vários compromissos e objectivos para cumprir.

Tendo em conta a situação actual é uma primeira prioridade a preparação da equipa sénior e dos veteranos para a participação nas provas do calendário da ADAL, quer os Grandes Prémios quer os Corta-Matos. É muito importante que haja diálogo e coordenação entre os vários treinadores de modo a apurar a forma dos atletas para que possamos ter sempre a melhor participação possível em todas as competições, com destaque para o Campeonato Nacional de Corta Mato Curto e a Corrida das Fogueiras. É fundamental fazer um bom trabalho invisível.

Assim é necessário ter sempre presente o quadro do planeamento, que os interessados podem imprimir em formato A3 e colocar numa parede bem visível. O ficheiro excel deve ser disponibilizado a todos os interessados, que podem usar outras folhas desse ficheiro para fazer o planeamento mensal. Os treinadores poderão ter os dados de todos os seus atletas no seu ficheiro. É evidente que estas acções são facultativas mas podem ajudar a situar-nos no momento da época que atravessamos e da realidade dos resultados e objectivos já alcançados e a cumprir.

Particularmente importantes são os dias 15 de Março e 28 de Junho. No primeiro vai realizar-se o Campeonato Nacional de Corta Mato Curto em Porto de Mós, com a presença dos nossos atletas seniores. A 28 de Junho realizar-se-á a 29ª Corrida das Fogueiras, com a presença de todos. No dia 13 de Janeiro realizar-se-á o Campeonato Distrital de Corta Mato Curto em Óbidos. O longo terá lugar em Porto de Mós em 17 de Fevereiro.

Peniche aspira por uma pista de atletismo para o desenvolvimento da modalidade. Para que tal aconteça alguns resultados da pista têm que surgir. Assim o fim de semana de 10/11 de Maio assume especial importância com a realização dos campeonatos distritais de 5.000 metros e 10.000 metros.

Outro aspecto ainda mais importante é a captação e formação de jovens. Está agendada para este mês de Outubro uma reunião, patrocinada pela CMP, entre elementos do GD Costa Brava e das Escolas, onde deverá ser definida a forma de trabalho, em articulação, entre as várias entidades. O objectivo é alargar e fortalecer a nossa equipa com jovens atletas. Com destaque para o meio-fundo, há espaço e é desejável que surjam praticantes de outras disciplinas incluindo a velocidade e as disciplinas técnicas.

Assim, possivelmente, a partir de Janeiro, ou talvez antes, vai ser necessário que haja sempre alguém disponível nos dias e às horas determinados para assistir os mais jovens nos diversos aspectos da sua formação atlética. A planificação será de acordo com o resultado das reuniões futuras e com a nossa disponibilidade. Será depois também elaborado o planeamento de acordo com o calendário para as competições dos jovens.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Meia Maratona de Portugal - 16 de Setembro/2007

8ª Meia Maratona de Portugal

Estranhas semelhanças

A neblina trouxe recordações. No alto da ponte Vasco da Gama, logo após ter deixado o autocarro que nos levou até cerca de 1.500 metros do local de partida, só se viam as águas calmas e prateadas e a meia dúzia de pequenas embarcações com esperanças de pescar corvinas de arroba. Não havia horizontes, nem margens e tudo lembrava as asas da ponte de há mais de quinze anos. Momentos de beleza e melancolia.

Depois chego à conclusão que há gente teimosa. As condições são más, ficamos em pé ou sentamo-nos na pedra rija. Não há hipótese de aquecer e é necessário esperar longos minutos, numa ponte, depois da outra espera, bem mais breve, por um autocarro que nos trouxe até ao tabuleiro. Mas todos os anos nos encontramos neste mesmo tabuleiro e agora, para partir, há que esperar, depois do dia ter começado bem cedo, ainda bem escuro, mas com a temperatura já superior a 20 graus centígrados.

A ponte encheu. Alguns pingos grossos caíram, mas foi chuva de pouca dura. O céu abriu e o sol fez-se sentir na pele. Os VIPs aqueceram e nós ficámos a ver, até ser dada a partida. Mais não podíamos fazer, senão partir a cerca de 200 metros da linha de partida sem ouvirmos nenhum tiro.

Um percurso muito peculiar, pois, além de mais de cinco quilómetros na ponte, grande parte do percurso é feito no Itinerário Complementar 2 (IC2), percorrido nos dois sentidos. Ficam apenas cinco quilómetros na zona do Parque das Nações, mesmo com dois viadutos que é preciso descer para depois voltar a subir e as últimas centenas de metros em calçada portuguesa.

No início e no fim há estranhas semelhanças. O dorsal deste ano era o 690 em comparação com o 590 do ano passado. O tempo de chip foi inferior em 1 (um) segundo em relação ao ano passado: 1h33m13s em 2007 ; 1h33m14s em 2006. Mas o tempo oficial foi superior em 5 (cinco) segundos: 1h33m55s em 2007 ; 1h33m50s em 2006. A classificação foi a melhor das oito (em oito) edições com o 249º lugar na meta e a 28ª posição como Veterano III. O ano passado com um tempo semelhante a posição na meta foi 339º.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Parabéns, Capitão.





O nosso capitão tem 60 anos

Há anos que são difíceis nas nossas vidas e o corrente ano tem sido um desses anos maus para Carlos Faria. No entanto, o seu rosto não deixa transparecer os sessenta anos de vida, entretanto completados, antes revelando uma juventude, que permanece, quer no corpo quer na mente, muito pela constância da prática desportiva, que surgiu como uma necessidade, já numa fase adulta da sua vida e se manteve pelo gosto, pelo prazer e pelo bem estar que proporciona o exercício físico praticado com regularidade.

São já longos os anos em que participa regularmente em provas, quase sempre na sua forma. Queremos que sejam muitos mais.

Na sua juventude a prática desportiva repartiu-se pelo futebol e pela corrida. Carlos Faria recorda o seu gosto, de sempre, pelo desporto, tendo ainda bem presentes na memória as suas primeiras corridas e o lugar de guarda-redes do Grupo Desportivo de Peniche, enquanto Júnior.

Data de 1963, numa prova escolar, a sua iniciação na corrida. Tinha então dezasseis anos. A pista foi o perímetro do Campo do Baluarte. Outra recordação dos primórdios da prática da corrida foi uma prova de estafetas organizada por Nuno Bello, o homem que, além de outras iniciativas, como o primeiro Triatlo em Portugal, está na origem da Corrida das Fogueiras, uma das mais singulares e populares corridas de Portugal. Foi em 1969, em Peniche, numa volta completa à Península, realizada em quatro percursos. A equipa de Carlos Faria, que incluía também Joaquim Serafim, António Venâncio e Joaquim Batim, foi a quarta classificada, num total de sete equipas. Da equipa vencedora faziam parte Joaquim Carinhas, José Gonçalves, Joaquim Sabino e Fernando Mendes. Alguns destes nomes ainda resistem, juntam-se no Farolim e correm pela praia de Peniche de Cima, pelo Calçadão e pelas ruas e estradas do Concelho de Peniche.

No futebol, enquanto Júnior foi guarda-redes titular do Grupo Desportivo de Peniche. Carlos Faria foi então campeão distrital e regional, pelo GDP, duas épocas consecutivas. Participando nos quartos de final do nacional da categoria foi em ambos os anos eliminado. No primeiro pelo Palmense. No ano seguinte pelo Benfica com resultados invulgares e muito penalizadores para um guarda-redes. Em Peniche, a equipa de juniores do GDP foi derrotada por 6-2. Ainda mais volumoso foi o resultado da segunda mão que atingiu os 13 golos do Benfica, sem resposta. O futebol não ficou por aqui. Carlos Faria continuou como guarda-redes, desta vez numa equipa do futebol amador. Alcançou um título local, jogando pelos Leões de São Marcos, quando o torneio do futebol amador ainda se realizava no campo do Baluarte.

Depois dos toques e defesas no futebol, foi o gosto pela corrida que lhe traçou parte do destino e lhe permite uma vida com mais qualidade, mesmo sem grande apetência para ser campeão ou para ganhar provas, Carlos Faria só não praticou a corrida em curtos períodos da sua vida adulta. Tendo vivido na região metropolitana de Lisboa durante alguns anos, recorda que em 1972 era corredor de fim-de-semana, quando correr era mal visto pelo cidadão comum. Abandonou então a prática da corrida, tendo engordado até pesar mais de 90 quilogramas. Surgiram problemas de saúde, de origem nervosa, que o levaram de novo à corrida regular, a conselho médico. Primeiro apenas aos fins de semana, depois também a meio da semana. Por fim, Carlos Faria corria quase todos os dias.

Depois do 25 de Abril de 1974, começou em Portugal uma nova era para as corridas populares. Ainda a viver na região de Lisboa, Carlos Faria lembra que participou então em muitas dessas provas. Regressando a Peniche, em 1980, continuou a treinar regularmente. Deu-se então o inevitável encontro com Carlos Adão, um nome incortornável do atletismo de Peniche, bem como com Carlos Viola e Henrique Costa. Carlos Faria confessa que teve muitas dificuldades em acompanhar o ritmo de treino dos seus colegas, tendo então uma melhor percepção das suas limitações. Isso não o impediu de se juntar ao grupo e de ingressar, em 1981, no Arneirense das Caldas da Rainha, equipa de muitos dos seus colegas de treino.

Sendo treinado por António Vasconcelos, Carlos Faria representou o Arneirense duas épocas, sem grandes resultados. Recorda que a sua vida profissional, de mecânico de frio não ajudava. Algo que pôde ser testemunhado pelos responsáveis do Arneirense. Nos anos seguintes passou a representar a Associação E.F.C.R. Penichense, continuando a ser treinado por António Vasconcelos. Datam desses anos as duas maratonas que completou, sempre com muitas dificuldades e sacrifício. “A maratona é uma prova para a qual não consigo a concentração necessária, nem o espírito, que me permitam atingir o objectivo a que me proponho e que julgo, à partida, ser possível ”, diz. “Mas chegar ao fim de qualquer prova é sempre empolgante, seja de uma maratona seja de uma corrida de 10 quilómetros”, adianta.

Tendo uma longa carreia atlética, Carlos Faria salienta apenas o título de campeão distrital de veteranos, em representação da Óptica 2001, na época de 1987/88, quando tinha 40 anos. Uma distinção que destacou o atleta mais regular nos vários Grandes Prémios da Associação de Atletismo de Leiria, na categoria. Lembra que, por vezes, há um prazer especial quando sentimos que nos superamos, que vamos além do nosso objectivo inicial e batemos os nossos companheiros de treino, como aconteceu há cerca de cinco anos nos 20 Kms de Almeirim. Mas diz que o facto de se sentir saudável, nunca ter tido uma baixa ou faltado ao trabalho são as maiores recompensas que teve por todos estes anos de prática desportiva. Aos mais novos lembra que a recuperação do esforço e das mazelas se vai tornando cada vez mais difícil, à medida que os anos passam. Algo que aprendeu por experiência própria.

Também houve maus momentos, que passaram quase sempre por lesões, próprias de quem pratica um desporto com tanta regularidade. A mais grave foi uma fascite plantar, que se revelou de recuperação muito difícil. Trata-se de uma lesão que começa com uma dor suave e gradual no osso do calcanhar, que pode ser descrita como a uma “picada de agulha” e que significa uma inflamação da faixa resistente e fibrosa do tecido (fascia), que liga o osso do calcanhar à base dos dedos do pé. A cura passou por descanso, anti-inflamatórios e um programa dos exercícios para alongamento do tendão de Aquiles e da fascia plantar. Também a coluna, por vezes, traz dissabores.

Em termos atléticos, Carlos Faria refere a desilusão que foi a desistência, aos 30 quilómetros, na sua terceira maratona. Mas não exclui a hipótese de finalizar, uma terceira vez, a corrida olímpica com a maior distância. Outro momento dramático remonta a 1983, na 1ª Meia Maratona Internacional de Tróia. Carlos Faria realizou então o seu tempo mais lento numa meia maratona, já lá vão 24 anos, tendo inclusivé descansado à sombra dos parcos pinheiros, durante a prova, para recuperar, num dia de canícula extrema. Mais de 2 horas e 5 minutos, para percorrer os 21.097,5 metros. Recorda que muitos atletas foram parar ao hospital, outros sofreram fortemente os efeitos do calor tórrido que se fez sentir.

Carlos Faria foi duas vezes distinguido como o atleta do ano de Peniche. Esta distinção não é dedicada aos que conseguem melhores resultados desportivos, mas, aos que, pelo seu esforço e dedicação, contribuem, de alguma forma, para o desenvolvimento e divulgação da corrida. Em 1996 foi escolhido pelo grupo de três elementos que constituíam a comissão nomeada, no ano anterior, para organizar o almoço dos atletas, que se realiza, todos os anos, no Domingo seguinte à Corrida das Fogueiras. E em 2005, de forma mais alargada, foi eleito numa votação dos seus pares.

Em mente está uma corrida, não competitiva e provavelmente não solitária, a realizar entre Peniche e Fátima. Carlos Faria não sabe se será a última, pois sente que não pode deixar de correr. Poderá abandonar a forma competitiva como ainda hoje encara o seu desporto de eleição, mas “pensa correr até ao fim, mesmo que seja só manutenção”.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Corrida do Avante 2007

Se há corridas que dão um prazer enorme participar, uma delas é com toda a certeza esta que se realiza todos os anos integrada no programa da já decana Festa do Avante. Na sua vigésima edição, a prova deste ano, foi dominada quase desde o início, pelo simpático Luis Jesus ladeado até ao fim pelo nosso colega de distrito Sérgio Silva, que já tinha mostrado à luz das nossas fogueiras a sua valentia. Num segundo grupo seguiram também muito regulares Pedro Pessoa, Carlos Alves e o sorridente Artur Santiago, que obrigatóriamente conhecemos tão bem, entre outros.
O Grupo Desportivo Costa Brava fez-se representar com um atleta sénior e um veterano.
João Monteiro impôs o seu ritmo constante terminando os 10500 metros da prova com muita frescura. Por seu turno o sénior Leandro Ribeiro fica com boas recordações desta data, já que conseguiu bater o seu record pessoal dos 10000 metros com a preciosa colaboração de outros dois atletas que o acompanharam tacticamente durante quase toda a prova.

Aqui fica a classificação oficial:

http://www.pcp.pt

domingo, 2 de setembro de 2007

Praia da Vieira - 2 de Setembro de 2007

VI Grande Prémio I.D. Vieirense

Terceiros na Vila das limas e do vidro

Setembro de 2007 marca a nossa apresentação nas provas que têm o cunho da ADAL (Associação Distrital de Atletismo de Leiria), na vila de Vieira de Leiria. Obtivemos um terceiro lugar colectivo, após o Atlético Clube Marinhense e o Clube Atletismo da Barreira e antes do Clube de Atletismo da Nazaré. Os nossos quatro magníficos foram Carlos Correia, Horácio Alexandre, Júlio Marques e Leandro Ribeiro, que foram secundados por Eduardo Lopes, Francisco Santos, Vitor Manso, Jorge Bandeira e Carlos Faria. O vencedor desta prova foi José Gaspar do JOMA.

Marcando o início da nova época, este Grande Prémio tem particularidades muito próprias. Com o início bem no centro da vila de Vieira de Leiria o percurso leva-nos, numa estrada bem asfaltada, pelo pinhal, até à Praia da Vieira onde nos espera o nevoeiro que marca presença em todo o litoral da Costa de Prata. Pouco tempo nos resta para apreciar o mar, ou a foz do Lis, pois logo voltamos à direita optando pelo passeio ou pela calçada. Depois não há opção. Tendo o rio Lis escondido pela vegetação, à esquerda, temos o extremo norte do Pinhal de Leiria, à direita, e um caminho sem asfalto mas com terra batida, algumas pedras, buracos e areia. Há que ver bem onde se põem os pés e correr o mais rápido possível até às subidas de asfalto velho que anunciam Vieira de Leiria e a meta.

Um saco bem pesado com prendas do comércio e da indústria locais onde, além de uma surpreendente lima de aço, para desbastar todas as nossas asperezas, e da habitual t-shirt, havia sumos, água e leite, bem como bolos, barras e bolachas e ainda um isqueiro e três canetas. No fim também o prémio colectivo de vidro e muitos outros individuais, de vidro ou de metal.

Aqui fica a classificação e respectivos “tempos” oficiais dos nossos atletas:

9º - Carlos Correia – 4º sénior – 29.21
13º - Horácio Alexandre – 5º sénior – 29.55
33º - Júlio Marques – 9º sénior – 31.22
48º - Leandro Ribeiro – 12º sénior – 32.13
80º - Eduardo Lopes – 20º sénior – 34.08
92º - Francisco Santos – 17º veterano III – 34.47
128º - Vítor Manso – 22º veterano III – 37.21
129º - Jorge Bandeira – 23º veterano II – 37.26

130º - Carlos Faria – 9º veterano V – 37.31